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[Angola] Angola’s CNE Celebrates 33 Years of Strengthening Democracy
Last updated 2025-09-17

The National Electoral Commission (CNE) of Angola, an independent electoral administration body responsible for organizing, executing, coordinating, and overseeing electoral processes, celebrated its 33rd anniversary of Elections and Memories for the Strengthening of Democracy on August 19, 2025.

 

For more than three decades, the CNE of Angola has served as a cornerstone in ensuring transparency and credibility in the country’s electoral processes. To date, it has conducted five elections: the 1992 Presidential and Legislative elections; the 2008 Legislative elections; and the 2012, 2017, and 2022 General elections.

 

To mark the occasion, the CNE of Angola hosted a Roundtable — a forum for dialogue and reflection — on the theme “Democracy, Youth and Technology.” The debate was structured into three panels: Social Media and Youth Engagement in the Electoral Process, presented by National Commissioner Eduardo Magalhães; Social Media and Women’s Involvement in Elections, presented by National Commissioner Adriana Sepissó; and Law, Democracy and Citizenship: Paths Toward an Inclusive Electoral System, presented by National Commissioner João Damião.


 

 

The event provided an important opportunity to reflect on how to harness the benefits of new technologies at a time when social media worldwide is seeing a surge in disinformation, fake news, manipulation, and hate speech. Young people, as the group most exposed to such content, often consume it without weighing the consequences, which can distort their perception of electoral processes and undermine the quality of democratic debate.

 

The topics presented at the Roundtable sparked intense debate among participants, both those attending in person at the António Carlos Pinto Caetano de Sousa Auditorium at CNE headquarters and those joining remotely via Zoom from several countries.

 

Through this initiative on “Democracy, Youth and Technology,” the CNE reaffirmed its commitment to fostering active voter participation, strengthening electoral literacy, and promoting a more informed democracy, while also reinforcing the principles of legality, transparency, and credibility that guide electoral processes in Angola.

 

The Roundtable was also followed via Zoom by members of the Network of Jurisdictional and Electoral Administration Bodies of the Community of Portuguese Language Countries (ROJAE-CPLP), the Electoral Commissions Forum of SADC (ECF-SADC), as well as by CNE’s local offices.


Opening Ceremony

 

In his opening remarks, CNE President Manuel Pereira da Silva emphasized that the occasion was not only a symbolic celebration but also a moment for rigorous evaluation and reflection. He noted that it was a time to look back and acknowledge the path traveled, while also envisioning the future that Angola aspires to build.


 

He further emphasized that the anniversary motto, “National Electoral Commission: 33 Years of Strengthening Democracy in Angola,” encapsulates the institution’s commitment and dedication to the democratic cause.

  

The CNE President also underscored that, throughout these 33 years, the institution has worked tirelessly to ensure that elections in Angola are free, fair, and transparent.


Tributes

 

At the ceremony marking the 33 years of Elections and Memories, the CNE paid tribute to members who joined the organization between 2005 and 2015 and contributed decisively to strengthening both the institution and Angolan democracy.

 

President Manuel Pereira da Silva, accompanied by the CNE’s first President, Caetano de Sousa, paid tribute to the following personalities: Adão Francisco Correia de Almeida, Amélia Varela, Raúl Vasquez Araújo, Luís de Assunção da Mota Liz, David Horácio Junjuvili, Kipoy Watela Chimbelengue, Manuel Moreira Pinheiro, Agostinho Miguel Lima, and Graciano Francisco Domingos.



 

 

As part of the celebrations, the CNE also presented the Special Newsletter “33 Years of Elections and Memories,” an institutional communication tool that summarizes the history of the five electoral processes: 1992 (Presidential and Legislative), 2008 (Legislative), and 2012, 2017, and 2022 (General), all organized, conducted, and coordinated by this electoral management body.

 

The opening ceremony of the 33rd anniversary was presided over by the President of the CNE of Angola, Manuel Pereira da Silva, and attended by the Vice-President of the National Assembly, the Presidents of the Supreme Courts, the Minister of State and Chief of Staff to the President of the Republic, CNE members, the Presidents of Provincial and Municipal Electoral Commissions, the President of the CNJ, representatives of parliamentary political parties, international organizations, the diplomatic corps accredited in Angola, and various religious leaders.

 

 

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Article in Portuguese


CNE de Angola Celebra 33 Anos a Fortalecer a Democracia

 

A Comissão Nacional Eleitoral de Angola, órgão da Administração Eleitoral Independente que organiza, executa, coordena e conduz os processos eleitorais, celebrou no dia 19 de Agosto de 2025 os seus 33 anos de Eleições e Memórias para o Fortalecimento da Democracia.

 

Durante  mais de três décadas de existência, a Comissão Nacional Eleitoral da República de Angola tem sido um pilar fundamental para a garantia da transparência e da credibilidade dos processos eleitorais do país, tendo já realizado cinco eleições: nomeadamente de 1992, que foram Presidenciais e Legislativas; as eleições de 2008, Legislativas; e as eleições de 2012, 2017 e 2022, Gerais.

 

Para assinalar a data, a Comissão Nacional Eleitoral promoveu uma Mesa Redonda, um espaço de partilha e de reflexão, cujo tema central foi “Democracia, Juventude e Tecnologia”. O debate foi estruturado em três painéis: Redes Sociais e o Engajamento da Juventude no Processo Eleitoral, apresentado pelo Comissário Nacional Eduardo Magalhães; Redes Sociais e o Envolvimento da Mulher nas Eleições, pela Comissária Nacional Adriana Sepissó; e Lei, Democracia e Cidadania: Caminhos para um Sistema Eleitoral Inclusivo, pelo Comissário Nacional João Damião.

 

Este foi um momento de extrema importância para reflectir sobre como aproveitar as oportunidades oferecidas pelas novas tecnologias, numa época em que, nas redes sociais, a nível mundial, cresce o número de casos de desinformação, notícias falsas, manipulação e discursos de ódio. A juventude, sendo o grupo mais exposto a estes conteúdos, muitas vezes consome-os sem medir as consequências, o que pode distorcer a sua percepção dos processos eleitorais e comprometer a qualidade do debate democrático.

 

Os temas apresentados na Mesa Redonda suscitaram acesos debates entre os participantes, tanto os que estiveram presentes no Auditório António Carlos Pinto Caetano de Sousa, na sede da Comissão Nacional Eleitoral, como os que acompanharam através da plataforma digital Zoom em vários países. 

 

Com a realização desta iniciativa sobre “Democracia, Juventude e Tecnologia”, a CNE reafirmou o seu compromisso em estimular a participação activa dos cidadãos eleitores, reforçar a literacia eleitoral e promover uma democracia mais consciente, fortalecendo, ao mesmo tempo, os princípios da legalidade, da transparência e da credibilidade que orientam os processos eleitorais em Angola.

 

A Mesa Redonda foi igualmente acompanhada, via Zoom, pelos membros da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP), do Fórum das Comissões Eleitorais da SADC (ECF-SADC), bem como pelos órgãos locais da Comissão Nacional Eleitoral.

 

Acto de Abertura

 

No discurso de abertura, o Presidente da CNE, Manuel Pereira da Silva, afirmou que esta data não é apenas um momento de celebração simbólica, mas também uma ocasião de avaliação rigorosa e de reflexão. Trata-se, disse, de olhar para o passado e reconhecer o caminho percorrido, mas igualmente de projectar  o futuro que Angola deseja construir.

 

Sublinhou ainda que o lema do aniversário, “Comissão Nacional Eleitoral: 33 Anos a Fortalecer a Democracia em Angola”, resume o compromisso e a dedicação da instituição à causa democrática.

 

O Presidente da CNE destacou também que, ao longo destes 33 anos, a instituição tem trabalhado arduamente para assegurar que as eleições em Angola sejam livres, justas e transparentes.

 

Homenagens

 

Na cerimónia de celebração dos 33 anos de Eleições e Memórias, a CNE homenageou os membros que ingressaram no órgão entre 2005 e 2015 e que contribuíram de forma decisiva para o fortalecimento da instituição e da democracia angolana.

 

O Presidente Manuel Pereira da Silva, acompanhado pelo primeiro Presidente da CNE, Caetano de Sousa, prestou homenagem às seguintes personalidades: Adão Francisco Correia de Almeida, Amélia Varela, Raúl Vasquez Araújo, Luís de Assunção da Mota Liz, David Horácio Junjuvili, Kipoy Watela Chimbelengue, Manuel Moreira Pinheiro, Agostinho Miguel Lima e Graciano Francisco Domingos.

 

Ainda no âmbito da celebração, a Comissão Nacional Eleitoral apresentou o Boletim Informativo Especial “33 Anos de Eleições e Memórias”, um instrumento de comunicação institucional que resume a trajectória dos cinco processos eleitorais: 1992 (Presidenciais e Legislativas), 2008 (Legislativas), 2012, 2017 e 2022 (Gerais), todos organizados, conduzidos e coordenados por este órgão de gestão eleitoral.

 

De referir que a cerimónia de abertura do trigésimo terceiro aniversário, foi orientada pelo Presidente da Comissão Nacional Eleitoral, Manuel Pereira da Silva, e contou com a presença do Vice-Presidente da Assembleia Nacional, dos Presidentes dos Tribunais Superiores, do Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, dos membros da CNE, dos Presidentes das Comissões Provinciais e Municipais Eleitorais, do Presidente do CNJ, de representantes dos partidos políticos com assento parlamentar, de organizações internacionais, do corpo diplomático acreditado em Angola e de diversas entidades eclesiásticas.